quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Animalidade

Não sabia muito bem como começar… o que eu quero dizer pode ser… desagradável e obviamente passível de muitas críticas. Ainda assim estive a pensar nisto e achei que devia expor aquilo que, como sempre, me vai na alma.
Vale o que vale e é apenas a minha opinião, digamos o meu mapa mental se quisermos ser “picuinhas.
Isto de pertencermos a uma sociedade e sermos formatados desde a nascença com determinadas “verdades”, “credos” e outros “factos” com os quais crescemos e estão de tal modo impregnados no nosso “ser” que quase nem conseguimos acreditar em mais nada.
Por exemplo há algo que me dizem, algumas pessoas, que o Homem não é um ser monogâmico. Nunca percebi muito bem porquê dessa afirmação. Claro que a maior parte das vezes as nossas verdades, quando fora do esquema aceite socialmente, podem ter a ver com a nossa própria experiência, ou não… Por exemplo falam das sociedades em que os homens têm mais que uma mulher e é aceite. A sério? Também a remoção do clitóris noutras e??? Podemos ir buscar o que quisermos mas na realidade tem a ver como que é cultural, social e financeiro, sim porque este último gere muitas coisas...
No entanto essa questão, no meu mapa, dado que eu não podia ser mais monogâmica do que sou, (o que nos traria a outras conversas) faz-me achar que isso é uma boa desculpa para quem não o é. Além do mais nós como seres "Inteligentes" podemos ser o que quisermos...

Quando me dizem que não há animais monogâmicos já sabemos que isso não é verdade… no entanto o Homem até pode não ser, mas como podemos saber isso de certeza? Ou, como considerar uma premissa de verdade verdadeira? Eu ainda não consegui propriamente chegar lá.

No entanto acho que somos total e completamente hipócritas ou outra coisa qualquer que nem consigo adjetivar. Eu não acho que exista isso de fazer amor, ninguém faz amor, fazemos sexo e fazemos porque é bom, mas se analisarmos bem é das coisinhas menos limpas que fazemos… usamos os órgãos menos limpos e que são utilizados para as coisas menos “limpas” e por que raio tinha que ser assim? Porque não utilizarmos o cérebro? Ou o coração? O sexo é realmente algo muito animal e quando o fazemos é a isso que estamos reduzidos: à nossa animalidade. Não é uma crítica é apenas uma constatação. É a nossa animalidade que sobrepõe. E aí somos mesmo animaizinhos. Natural.

Hoje mais que nunca a “fidelidade” nem se quer se põe, porque as relações têm um prazo, porque já não temos que levar com as infidelidades dos homens, nem com as suas fraquezas, porque já não dependemos deles e, porque também nós vamos aceitando a nossa costela animal: o desejo, o sexo sem remorsos nem arrependimentos, simplesmente porque sim e, porque é gostoso (quando calha). Continuamos, no entanto, a ser diferentes, homens e mulheres. Por exemplo a paternidade e maternidade é diferente na maior parte das vezes, no entanto há exceção que só confirma a regra. Basta o facto de a mulher carregar uma criança a crescer ao longo de 9 meses para fazer a diferença.

O amor? É outra coisa e dificilmente tem a ver com género, raça, credo… enfim… O amor dava para escrever um livro. Não tem nada a ver com social, cultural financeiro, não tem a ver com egos bem pelo contrário. O amor sim é sobrehumano e felizmente há muitos que o sabem sentir, fazer sentir, receber e dar. 

Acredito que somos o maior, pior e horrendo predador à face da terra e que seremos nós próprios a exterminar, para além das outras raças, a nossa. Achamo-nos muito bons e superiores! Pobres de nós…
O ego, o vírus da altura, o poder e o dinheiro, são as ferramentas para isso. Acredito que ainda aqui estamos porque ainda há uns seres que são a exceção e que têm uma força sobre humana: o Amor!!



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Promise


Uma canção maravilhosa partilhada pela voz extraordinária de Chris Cornell

Ebook


Um ebook que construí para se poderem deleitar com os quês, porquês e para quês de uma mulher "vintage"

CONVERSAS COM O MEU SOFÁ










Espero que não adormeçam... no sofá!

domingo, 10 de setembro de 2017

Olá



Olá amigos!

Acho que consegui um computador que poderá, de novo, ajudar-me a estar convosco neste nosso espaço.

Abraços!!




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Serviços




Para quem procura ajuda na área da Organização e Gestão da informação, edição de textos,  artigos. ebooks, etc.






quarta-feira, 22 de março de 2017

Amigos

Amigos,

Durante bastante tempo, creio, não postarei mais nada. O meu computador foi-se e não tenho num futuro próximo a possibilidade de adquirir um com o qual possa trabalhar. 

Um dia, talvez num futuro um pouco longínquo, quiçá retomerei?

Abraços e muito obrigada por me acompanharem até aqui!



Friends

For a long time, I believe, I will not write here anything else. My computer has crashed and I do not have the possibility of purchasing another.

Who knows, I might do it later, or in another life.

Thank you for all your support.

Regards

sábado, 25 de fevereiro de 2017

O tempo, o amor e a morte

Hoje vi dois filmes bem diferentes. Um sobre um pai que perde a filha de 6 anos para a doença. O outro, uma mulher que perde o pai dos seus dois filhos: assassinado.

A culpa vem sempre em primeiro. Ou porque não estava lá, ou porque devia ter sido eu, ou porque não me esforcei o suficiente. Enfim haverá sempre alguma razão para carregarmos a CULPA. 
Não há nada pior que esse sentimento: tolhe-nos a razão se é que ela consegue espreitar a superfície, tolhe-nos o amor e o tempo. Assume totalmente a direcção da nossa vida e enquanto o fizer a vida nunca mais é nossa. Porque em cima dessa evidência nenhuma outra lhe consegue tirar o lugar. Porquê? Porque nos cega e ensurdece. Porque a partir daí toma conta literalmente de nós: o que que fiz? O que podia ter feito? E se tivesse feito isto ou aquilo? Sim e porque não o fizeste?

Passas anos nisto achando sempre que tudo que corre mal é de alguma forma porque o mereces, mesmo que tudo isso te traga problemas para ti e para outros que amas e queres proteger mas, de alguma forma, tudo te ultrapassa e é avassalador, até que, começas sem muito bem saber porquê, a avançar com a vida, seja isso o que for.
E começas a sentir algo como a esperança de dias melhores, como a esperança de que afinal não és a culpada de tudo, que afinal não és assim uma pessoa tão má…
Começas até a sentir sensações, sentimentos que se tinham supostamente apagado na tua vida. Coisas com as quais crês já não conseguir lidar porque, tudo mudou… mas a realidade é que começas a sentir-te novamente mulher e não sabes como lidar com tudo isso. A última vez, eras nova e nem precisavas de pensar. Surgia tudo naturalmente. Agora parece um jogo que tu não queres jogar, cheio de regras e normas subliminares, que não consegues entender…

E o tempo passou… O amor talvez… a morte virá!

A certa altura na busca do homem por um sentido, percebemos que não há respostas. Quando se deparar com esta inevitável perceção ou você aceita ou você se mata. Ou simplesmente para de procurar.”

Os filmes que vi: Beleza colateral e Jackie