terça-feira, 9 de agosto de 2016

Chuvas e ventos

Quando chegou a casa sentiu de novo aquela ansiedade, mas ao mesmo tempo estava tão cansada e tinha que se levantar cedo… de repente já dormia.

Olhou o telemóvel – 4 horas. Levantou-se. Foi ler. Adormeceu novamente no sofá. Acordava sempre dorida mas isso acontecia redundantemente. Preparou-se e foi trabalhar.

Estava um dia bonito e não lhe apetecia ir já para aquela casa vazia. Saiu umas paragens antes e foi a pé. Colocou os fones. A música era um analgésico, primeiro porque a fazia esquecer a dor, literalmente, não a dor física mas a outra, e segundo, fazia-a sentir-se mais positiva e alegre.


No caminho viu algo a mexer-se numas ervas, num pequeno intervalo entre dois prédios. Ao princípio assustou-se, mas depois percebeu que era um gatinho que parecia ter sido abandonado. Baixou-se e pegou nele. Estava ferido, tinha sangue numa patinha e devia estar com fome. Aconchegou-o e levou-o para casa. Lá tratou o melhor possível do gato. Deu-lhe leite e resolveu levá-lo ao veterinário. Não podia. Estava sem dinheiro, ou melhor, não sobrava nada para extras este mês.

Arranjou uma caixa e forrou-a para ser a cama do gatinho e pôs um jornal no chão. Alice sabia que eram os cães que utilizavam o jornal, mas era apenas um remedeio, mais tarde pensaria numa outra solução.

Alice estatura mediana, com curvas pronunciadas, feições bonitas