quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dário de uma mal-amada

Então chegada a este meio século que, quando eu tinha 20 anos achava que as pessoas já podiam morrer pois já não fariam assim tanta falta, percebo que ainda há um mundo a descobrir e ainda posso (devo tentar) fazer a diferença. Ainda me sinto “super”capaz de dar e fazer montes de coisas. Melhor que as minhas próprias conclusões introspetivas é o perceber que não estou sozinha. As minhas amigas (as que se encontram na mesma faixa etária) sentem e pensam mais ou menos da mesma maneira.

É tão giro, de repente sentirmo-nos como se sentiam ou nos faziam senti-las, as nossas queridas mães, as amigas, as vizinhas… Como sei isso? Sei. Pelos comentários que fazemos a propósito de tudo e nada, as “maleitas” físicas com que nos debatemos e um sem número de pequenas coisas que ficaram na nossa memória sem darmos por isso.

Ora, uma vez que a nossa sociedade ainda valoriza, acima de tudo, a juventude física, etária e mental, nós as “cotas” temos que nos unir e alimentar a nossa autoestima com momentos divertidos e descontraídos.
***
Olá!
Hoje tenho uma boa para te contar!


Recordas-te que da última vez que falamos te disse que preciso de momentos de diversão e que me façam rir muito? Pois é isso mesmo, nem consigo deixar de me rir sempre que me lembro. 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Diário de uma mal-amada

Meio século de existência e… Não, não consegui o cálice.
Continuo a mesma pessoa. Percebi apenas que o tempo voa efetivamente e, que nada dura, logo a relativização e aceitação são quase como uma “imposição necessária” para não enlouquecermos na totalidade. Ah! E a resignação.

Tenho vindo a perceber algumas coisas, nomeadamente que pelo facto de ter passado algumas situações graves, tristes, revoltantes não me deu sabedoria para servir de exemplo e ajudar outros a não passarem pelas mesmas coisas e, claro, vale intensamente para os filhos.

Com toda a certeza não te interessa estas filosofias “common sense”. Vamos ao que interessa.
Porque resolvi começar nesta altura da vida, em que estou mais para lá de que para cá , escrever um diário? Nem eu sei bem…
Sei apenas que falo muito sozinha, porque sou uma mulher sozinha, e resolvi que podia falar para “alguém” escrevendo, transformando-me assim, em emissor e recetor.

O que vou fazer contigo querido é imaginar que és alguém com quem eu posso falar de tudo. Ficas entre Deus e o Homem.
Como deverás compreender haverá momentos em que aquilo que falar contigo poderá ter algo de “non sense”, mas tu entenderás, em contrapartida terei momentos “brilhantes” com que te deleitarás.


Assim percorri, corri, meio século de ruas, ruelas e calçadas aos tropeções literalmente e, de repente encontro-me aqui: neste entroncamento em que existe uma estrada principal e outra secundária. Um dilema. Qual terei que seguir?

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Imagine


Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

                                                    John Lennon