segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"Na forja"




“Quem diria que afinal este homicídio se deveu a ciúmes e traição? O que começou por ser uma conspiração mafiosa acabou por ser um cliché!” 

Disse Eva. Carlos acenou com a cabeça com um certo constrangimento.

“Sim, as pistas induziram-nos num outro caminho. Mas Olana mais cedo ou mais tarde ia-se meter em trabalhos com a Máfia.”
“Tão nova e já com tantos problemas, coitada. Estas raparigas não têm uma vida fácil…”
“Pois…”

Olana foi morta pela mulher de Óscar Teixeira e Silva. 
Ele apaixonou-se e abriu o jogo com a mulher. Se aquela não tivesse tentado matar o marido provavelmente o caso não teria sido solucionado tão rapidamente. Olana também andava a compilar informação sobre os negócios da Máfia. Estava envolvida com um deles e era uma forma de garantia para as sua vidas. 
Óscar Teixeira e Silva, um CEO de 66 anos era apenas mais um cliente para Olana, embora pensasse que não. Estragou a vida dele, da mulher e de Olana.
O namorado de Olana andava atrás da pen. Segundo as suas declarações à polícia nunca teve intenção de matar Eva, mas a informação que a pen continha era muito importante e tinha-lhes dado muito trabalho compilar. O atropelamento foi um "lapso" de desespero, disse ele ainda.

Carlos e Eva estavam a jantar num restaurante aprazível a comemorar uma ano de relacionamento, quando toca o telemóvel.

“Sim?” Respondeu Carlos “Ok, já vou para aí.”




FIM

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Na Forja - Grande Finale





Amigos e Amigas

está a chegar ao fim esta história que tenho vindo a partilhar convosco.

Em breve, muito em breve o final estará aqui para se despedir.

Espero que tenham gostado tanto de ler como eu gostei de escrever.

Obrigada pelo vosso apoio.

Abraço


terça-feira, 6 de outubro de 2015

"Na forja"

Pegou no papel que Fátima lhe tinha dado. O nome chamou-lhe atenção. Óscar Teixeira e Silva, CEO de uma das maiores empresas multinacionais. Que faria um homem desta natureza com tanta intimidade com uma acompanhante de luxo? Foi pesquisá-lo.

Eva já estava sozinha em casa. Madalena tinha voltado para a dela. Era tempo de começarem a normalizar as rotinas, até porque em breve Eva voltava ao trabalho. O carro da polícia ainda se mantinha mas seria por pouco tempo, não havia orçamento para muito mais.
Carlos chegou a casa de Eva e atirou-se para o sofá.

“Desde que te conheço envelheceste 20 anos” Eva sorriu e continuou “Acho que tenho esse efeito nos homens. Vê lá se não é melhores afastares-te que eu sou perigosa.”
“Antes fosse tu a pores-me assim.” Carlos fez um sorriso malicioso.
“Então conta lá o que te está a consumir”
“Este caso está um bocado intrincado…”
“De certeza que já tiveste casos tão ou mais difíceis ao longo da tua vida profissional. Porque te sentes tão em baixo com este?”
“Por ti!”Disse Carlos perentóriamente.
“Não. Não podes fazer isso comigo nem contigo. Afinal sou mesmo eu que te envelheço.” Eva riu-se e continuou “Tens que manter o foco e a energia Carlos. Eu sei que te preocupas mas eu estou bem escudada…”

Eva abraçou-o e beijou-o. Passaram a noite juntos. Às 5 da manhã o telemóvel de Carlos toca.

“Sim?” Disse Carlos ensonado. “Ok, já vou para aí.”

Mário já lá estava.
“Então que aconteceu?”
“Aconteceu Óscar Teixeira e Silva.” Disse Mário e contou-lhe o sucedido.

Na sala de interrogatório encontrava-se uma mulher sofisticada à volta dos 60 anos. Quieta e com um olhar vazio. Ao lado dela o advogado.
Carlos e Mário entraram e começaram o interrogatório.


Graça Teixeira e Silva saiu da sala com algemas.