segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"Na forja"


“Como conseguiste?”

“Também tenho os meus conhecimentos.” E sorriu “Mas não foi fácil”

“Mário, precisamos de um tradutor de russo. Tu tens conhecimentos nesta área, certo?”

“Sim. Eu trato disso. Que estás a pensar? Máfia russa?”

“Pois não sei.” 
Puxou Mário para dentro de um gabinete e mostrou-lhe o conteúdo da pen.

“Isto para já vai só ficar entre nós Mário. Não sabemos em quem podemos confiar e há muita gente à venda, infelizmente.”

Mário estava estupefacto a olhar para o conteúdo da pen.

“Eu tenho o tradutor certo para isto. Deve-me uns favores e tem feito tudo para se integrar na nossa comunidade”

“Trata disso, mas depois ele vai a minha casa fazer a tradução.”

“Onde arranjaste isto Carlos? Não me digas que era a Eva que tinha esta pen?”

Carlos acenou com a cabeça.

“Foi por isto que foi atropelada? como é que ela tinha a pen?”

“Depois falamos sobre isso. Tem que estar um polícia a guardar o quarto do hospital onde está Eva, ainda corre perigo. Eles levaram-lhe a bolsa mas quando virem que não tem nada, voltarão.”

"Vou tratar disso."



sábado, 1 de agosto de 2015

"Na forja"




“Calma Eva. Vais ter tempo de me contar tudo. E eu nunca disse que a mochila não existia. Disse que nós não a encontramos. E a pen?”

“Na minha carteira…?”

“Não foi encontrada, Eva. Lamento, mas não te preocupes, vamos resolver isto.”

Eva ficou em silêncio pensativa e de repente uma luz iluminou o seu olhar.

“Não Carlos guardei-a no bolsinho das moedas das minhas calças. Procura, deve estar lá.”

Carlos pediu a roupa que ela trazia na altura em que deu entrada no hospital.
Lá estava a pen. Mínima muito fácil de perder.

“Já a encontrei Eva. Agora acalma-te, vê se descansas que mais logo passo por aqui.”
Deu-lhe um beijo na face e saiu.

Introduziu a pen no seu computador. Havia uma pasta que abriu e que continha vários ficheiros. Abriu o primeiro. Não conseguiu perceber nada. Estava tudo em alfabeto cirílico. Precisava de um tradutor fiável. Não sabia muito bem como ia fazer sem levantar suspeitas.

“Carlos estive a ver alguns clientes da Olena e é gente poderosa.”


Mostrou-lhe o papel que trazia. Carlos assobiou.