terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"Na forja"

O despertador toca 6.30h da manhã. Olha, pega no telemóvel e clica 2 vezes para o silenciar. 

Pelas frestas da persiana já consegue perceber a luminosidade da manhã, quase primavera.

Vira-se para o outro lado e pensa para consigo “maquilho-me lá”. Podia assim ficar mais alguns minutos no vira e muda do aconchego dos lençóis. Assim fez. O truque era não perder a capacidade de acordar novamente a tempo.

Mais um dia igual a tantos outros. Já se tinha mentalizado e aceitado a sua condição vulgar de vida sem sentido. Não esperar nada, não pensar muito e viver um dia de cada vez. Não projetando nem desgraças nem felicidade (que dificilmente teria mas…). Simplesmente sobrevivendo e relativizando quase tudo, de bom e de mau.

Finalmente, quase 7 h. É agora “tenho mesmo que me levantar… bolas se pudesse ficava mais um pouco” ”Chega. Levanta-te senão depois não tens tempo para o básico e ficas insuportável”.


E assim começava um novo dia. A arrastar-se lentamente para o quarto de banho, e depois para a cozinha. Arrebitava um pouco depois do pequeno almoço tomado.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Humano?


O que me assusta verdadeiramente é a desumanização dos Homens.

A cada vez maior incapacidade de sofrer pelo outro ou com o outro, de ser tolerante, de sentir compaixão, de amor…

O que me assusta é a normalidade com que aceitamos esta realidade, justificando-a de todas as formas e sentidos, sem sentido…

O que me assusta é a violência que toma conta de nós, cada um…

O que me assusta é a indiferença, a passividade, a inércia, o comodismo, o egoísmo de todos e de cada um…

O que me assusta é que cada vez mais, sabemos menos quais as coisas que devemos aceitar, as que devemos mudar, mas acima de tudo cada vez mais, sabemos menos distinguir umas das outras.

O que me assusta é o mal que todos os dias cresce, cresce, nos envolve e nos cega.

Assusta-me ser parte de todos e de ninguém.

Assusta-me a falta de fé ou que a mesma seja a razão da dor e do sofrimento a justificação para a violência.

Assusta-me a capacidade de nos levarmos demasiado a sério. Nós fracos e imperfeitos.

Assusta-me a incapacidade crescente de rirmos.

Assusta-me que o humano se esteja a tornar no inumano!


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nota

Olá a todos!

Como podem constatar a última história acabou. Assim, abrutamente, mas a vida é assim: hoje estamos, amanhã já não!

Espero que tenham sido momentos de deleite e prazer!

Espero brevemente voltar com uma nova história. Será com certeza muito diferente... ou talvez não... a ver vamos!

Até lá, conto com o vosso apoio.

Abraços e sejam felizes... o mais possível!