quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Corrs and Bono


Keb' Mo'


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Berny

Às 4 da manhã acordei o Manel! 
“Que se passa?” disse num murmúrio. “Tens que ir embora!” Disse-lhe baixinho. Amanhã tenho um compromisso cedo. 

Olhou para mim com um olho aberto e outro fechado “E?” Quis parecer natural “Preciso que vás embora. Quero descansar…sozinha” 

Sentou-se na cama “Que se passa? Berny?” Que irritante... “Manel, quero descansar e dormir sozinha, pode ser? Não vamos discursar a esta hora…” 

Ele fixou.me estranhamente. Levantou-se, vestiu-se e antes de sair disse-me “Deixaste-me mal disposto. Obrigada.” 

Não reagi até ouvir a porta da rua bater. 
“uffffaaaa” Fiz um chá e adormeci.

Acordei tarde e bem-disposta. Já tinha uma chamada não atendida no telemóvel (tinha-o em silêncio) e um sms do Manel.



Fui tomar banho! Eram 14 horas e o dia estava esplêndido!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Berny

De volta à realidade!...

Dia um: trabalhar.

Dia dois: trabalhar.

Dia três… por ai fora.

Bom, a vida continuou na primeira semana sem grandes alterações. No fim de semana, recebo uma chamada do Manel.
“Olá forasteira! Como estás?”
Bem-disposto e esqueceu-se da nossa última conversa. 
“Olá Manel! Estou bem. Que posso fazer por ti?” Um silêncio de 2 segundos “Podes fazer tudo. Que tal jantarmos esta noite? Tenho saudades tuas.”

Às nove estava no restaurante como combinado. Entrei. Lá estava ele com o olhar fixo em mim e… sexy.
Sou uma fraca. Não resisto ao seu encanto… pelo menos enquanto não me consigo distrair com outra coisa…


Levantou-se e, claro, puxou a cadeira para me sentar. Sedutor, nos mais pequenos pormenores. Foi uma noite gloriosa! Boa conversa, bom vinho, muita sedução e a noite acabou no meu quarto.
É certo que o sexo é bom, mas quando juntamos um q.b. de sentimento, de cumplicidade e de amor, sim amor, o sexo é: DIVINAL! Com o Manel era assim. Se eu sabia que tinha que passar para outro plano, ainda me sentia frágil. 

Depois de Sean que foi delicious percebi que precisava de me afastar mais ainda. Afastar… cerebralmente… 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Anouk

Berny

Estava a passar uns dias em Punta del Este, mas, ao contrário de mim, em trabalho, disse. Era freelancer num jornal irlandês e estava a fazer uma investigação que não podia discutir comigo. 

Achei piada. Tão oportuno, o trabalho. Bom, falamos de muita coisa, não precisávamos de falar de trabalho, afinal eu ia embora daí a dois dias. Ele era um sedutor, com um sentido de humor fantástico. Por vezes pedia-lhe para falar mais devagar pois aquele sotaque tão carregado confundia-me. Ele sorria, e eu dizia-lhe que era como se estivesse a falar com espanhóis, ou eles falavam devagar ou eu não percebia nada.

Depois de um jantar delicioso e bem “regado” fomos dar uma volta. Quando chegamos ao hotel e à porta do meu quarto ele beijou-me. Não esperava outra coisa. Afinal estava ali para desligar dos problemas e divertir-me. Sendo um cliché é também o mais natural.

Os meus dois últimos dias foram passados dentro do quarto do hotel.

Despedi-me de Sean, era o seu nome, e voltei para Portugal. Curiosamente não fiquei com nenhum contacto, nem o nome do jornal onde era freelancer..


Ia ter saudades. Dois dias fantásticos, não só pelo sexo, mas por tudo. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Berny

O meu destino: Uruguai.

Instalei-me num hotel em Punta del Este. Lindo e calmo.
Seria aqui que iria limpar o meu disco rígido e instalar novo software, libertar-me de mim e renascer de mim.

Os dois primeiros dias foram calmos e serenos. Fui dando uns passeios para conhecer a cidade e as pessoas. Entregar-me a degustar vinhos e comida tradicional. Descansei muito. De tarde ia até à piscina levava um dos livros que trouxera para ler e normalmente, pouco depois, adormecia. Era a hora da sesta.

Hoje terceiro dia, estava deitada de costas junto da piscina a dormir. Mas a partir de um momento ouço alguém a falar demasiado perto e durante, o que me pareceu ser, uma eternidade. Parecia-me inglês, mas ao mesmo tempo não percebia nada. 

Acordei! Virei o rosto para o lado de onde vinha a voz e apercebi-me que estava alguém sentado na espreguiçadeira mesmo ao meu lado. O sol batia-me de frente e não conseguia ver a pessoa. Sabia que era homem.

Levantei-me e sentei-me de frente para a piscina. Ia chamar o empregado quando “Sorry i woke you up?” Olhei e vi um homem, jovem, 32 no máximo, e muito interessante. Um olhar direto e uns olhos lindos. “hummm… no, no i was only resting…” balbuciei meia apardalada. O sotaque não era “british” era, mais tarde soube, “irish”. 
Ele continuou a falar e encetamos uma conversa longa pela tarde fora e acabamos a jantar juntos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Berny

Levantei-me e saí!

Se por um lado esperava que ele viesse atrás de mim, por outro preferia que não o fizesse. Eu não sei como é com os outros, mas comigo há sempre duas fações de mim, a que quer e a que não quer…

Eu era uma mulher de muita sorte! Neste emaranhado de emoções, de sentimentos, de situações, ainda assim eu tinha a possibilidade de me abstrair. Tinha algum dinheiro. Resolvi hibernar durante uma semana fora do país, sem dizer a ninguém. Férias obviamente mas, simplesmente “para descansar” o que não era mentira nenhuma.

Queria estar só! Fazer uma “purificação”. Limpar-me, das más escolhas, dos erros… daquilo que me fazia desejar o que não podia ter…Queria tanto tornar-me uma pessoa “normal”… Ser capaz de me resignar àquilo que realmente sou: um ser humano igual a todos os outros. Mas um insano pensamento e credo dava-me esperança de que eu era um pouco mais do que isso. Mas não era pretensiosismo, nem nenhum complexo de narciso…

Ainda assim, tudo contrariava a minha fé. Todas os sinais me diziam que eu era apenas mais uma aqui e nada, nadinha, fazia de mim diferente. Como eu, havia milhares! Aiiiii!

Podíamos ter um botão off/on. Era tão mais fácil!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Voltar atrás...

Se o tempo pudesse voltar atrás…
Se pudesse de novo sentir o que já senti.
Um filho crescendo no meu ventre,
O seu coração batendo dentro de mim
Com força e muito ritmo…

Já cá fora,
O olhar delicioso com que me brindava
O sorriso sempre que me olhava
A força com que me agarrava...

Conforme crescia
O amor entre mim e ele crescia também
A cumplicidade, a proteção,
A dor de não ser perfeita
Para tornar a sua vida perfeita
… delírios de mãe…
A parceria, a “idolatria” a que me habituou
Durante um longo período do seu crescimento!
Era a mulher mais fantástica e maravilhosa na face da terra.

Hoje ele cresceu.
Eu sou aquele que mais o dececionei:
Não sou perfeita!
Se o tempo pudesse voltar atrás
Sentir o que já senti:
Um amor cheio!
Mas o tempo não volta atrás.
E hoje fica apenas a imperfeição
A desilusão, a tristeza…

O vazio, enorme, profundo e absurdamente doloroso.
Se o tempo pudesse voltar atrás…


(Três vezes)