segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A minha gata Lara

A minha gata!

Nunca fui uma grande apreciadora de animais domésticos. No entanto,há medida que os meus filhos se iam autonomizando, comecei a sentir necessidade de… alguma forma os substituir. Se bem que o comecei ainda quando eles eram pequenos: hamsters, peixes e até um cão, nunca nada correu bem.
Até que um dia sozinha e com apenas o filho mais novo (de três) resolvi que seria uma boa opção tanto para mim como para ele. Ele sem os irmãos presentes e eu… simplesmente, sempre sozinha…
Um dia ouvi uma colega falar sobre uma gatinha que tinha encontrada abandonada na beira da estrada, atropelada e bébé, resolveu pegar nela e levar ao veterinário e adotá-la. No entanto já tinha um animal de estimação também ela uma gata que reagiu mal à “intrusa” de forma que resolveu tentar encontrar alguém que ficasse com ela. Adorei a história e a capacidade que algumas pessoas têm de se revelarem fantásticas. Disse-lhe “deixa-me falar com o meu filho que pode ser que te fique com ela”.

Eu sabia que o meu filho queria um animal. Já há muito tempo que falava nisso. E não me enganei. Mal lhe falei na gatinha ele disse logo que sim.
E assim, sem mais nem menos, adotamo-la!
Sem querer, ela hoje é, sem sombra de dúvida, aquela que vem ao meu encontro mal ponho a chaves na porta e aquela que está sempre lá. Com quem falo de tudo e de todos os meus problemas e que me responde com “miau” e se põe em posição de brincadeira quase como dizendo “ deixa lá! Não leves nada muito a sério, vamos mas é brincar” e lá vou eu com ela brincar: trinca-me,  arranha-me, volta a morder e arranhar, persegue-me para cada divisão que vá e ali fica à espera que eu vá para outra. Adora a minha cama, o meu cheiro… enfim eu sou quem a faz feliz e ela é aquela que faz de mim uma pessoa normal, pois chego a casa e falo com ela e brinco e vejo o que precisa e depois trato das minhas coisas e ela sempre ali.
Nunca, em tempo nenhum imaginei que seria uma gata, a minha melhor companheira. Preocupo-me se saio mais tempo e a deixo sozinha, se precisa de alguma coisa… e quando chego, lá está ela à porta a receber-me sem mágoa, nem ressentimento, apenas com um miau de boas vindas e um rolar no tapete a dizer “vamos brincar!”

Começar de novo e contar comigo… e a minha gata!