domingo, 15 de dezembro de 2013

Olá amigos!
Sei que estive ausente durante bastante tempo mas estou de volta.
Esperemos que renovada e com "posts" interessantes para partilhar.
Renovada... poderá ser pelo facto de ter entrado em mais um patamar da vida: 50 anos e a filha a viver com o namorado... os filhos a crescer e... eu a sentir-me... mãe! Cada vez mais...
Mas também me sinto mulher... ainda não sei bem em que medida...
Enfim, vamos indo e vamos vendo.
Espero que continuem a acompanhar-me.



terça-feira, 8 de outubro de 2013

Uma nota


Neste tempo tão triste, de tanto egoísmo, de tanta violência, em que o humano está a desaparecer e a dar lugar ao desumano, sinto que preciso de tempo para gerir, digerir e "entender" o que se está a passar... Creio que por essa mesma razão a minha fonte de "iluminação" secou por algum tempo.

Por algum motivo sinto menos necessidade de falar, de partilhar (se calhar também estou a sofrer um "não sei qual" processo de desumanização) aqui neste espaço e noutros que o universo virtual nos tem habituado.

Quanto tempo vou sofrer desta "onda"? Espero que não seja muito tempo. É só mesmo até encontrar o equilíbrio que me mantenha em pé na "onda".

Beijos e abraços
 


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A minha gata Lara

A minha gata!

Nunca fui uma grande apreciadora de animais domésticos. No entanto,há medida que os meus filhos se iam autonomizando, comecei a sentir necessidade de… alguma forma os substituir. Se bem que o comecei ainda quando eles eram pequenos: hamsters, peixes e até um cão, nunca nada correu bem.
Até que um dia sozinha e com apenas o filho mais novo (de três) resolvi que seria uma boa opção tanto para mim como para ele. Ele sem os irmãos presentes e eu… simplesmente, sempre sozinha…
Um dia ouvi uma colega falar sobre uma gatinha que tinha encontrada abandonada na beira da estrada, atropelada e bébé, resolveu pegar nela e levar ao veterinário e adotá-la. No entanto já tinha um animal de estimação também ela uma gata que reagiu mal à “intrusa” de forma que resolveu tentar encontrar alguém que ficasse com ela. Adorei a história e a capacidade que algumas pessoas têm de se revelarem fantásticas. Disse-lhe “deixa-me falar com o meu filho que pode ser que te fique com ela”.

Eu sabia que o meu filho queria um animal. Já há muito tempo que falava nisso. E não me enganei. Mal lhe falei na gatinha ele disse logo que sim.
E assim, sem mais nem menos, adotamo-la!
Sem querer, ela hoje é, sem sombra de dúvida, aquela que vem ao meu encontro mal ponho a chaves na porta e aquela que está sempre lá. Com quem falo de tudo e de todos os meus problemas e que me responde com “miau” e se põe em posição de brincadeira quase como dizendo “ deixa lá! Não leves nada muito a sério, vamos mas é brincar” e lá vou eu com ela brincar: trinca-me,  arranha-me, volta a morder e arranhar, persegue-me para cada divisão que vá e ali fica à espera que eu vá para outra. Adora a minha cama, o meu cheiro… enfim eu sou quem a faz feliz e ela é aquela que faz de mim uma pessoa normal, pois chego a casa e falo com ela e brinco e vejo o que precisa e depois trato das minhas coisas e ela sempre ali.
Nunca, em tempo nenhum imaginei que seria uma gata, a minha melhor companheira. Preocupo-me se saio mais tempo e a deixo sozinha, se precisa de alguma coisa… e quando chego, lá está ela à porta a receber-me sem mágoa, nem ressentimento, apenas com um miau de boas vindas e um rolar no tapete a dizer “vamos brincar!”

Começar de novo e contar comigo… e a minha gata!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Triste


Apesar de tudo e de conhecer mais ou menos a capacidade que muitos têm de avançar sem se demorarem em considerações, não deixa contudo de me espantar ou até chocar, a forma leviana com que vamos vivendo o dia-a-dia.
Na Europa, na minha existência “memorial”, não me lembro de vivermos um período tão conturbado, tão mesquinho, tão decadente, tão violento e tão frustrante como este.
Ainda assim, continuo a testemunhar comportamentos e de ou, perfeita ignorância e estupidez ou, de efetivo desprezo e arrogância por aquilo que efetivamente somos: seres humanos, emotivos, emocionais, racionais e vivos!
A ostentação, a vaidade, o consumismo, o apelo ao mesmo, as notícias, tão trágicas como cómicas, a miséria e a riqueza, o ordenado mínimo e as pensões, os milhões que outros recebem enfim eu diria a anarquia, caos, e fi….. da pu…. Destes vermes que são o Estado. Não só governo, mas todos os políticos que “mamam” de todas as maneiras possíveis e impossíveis e nos sugam o direito à vida e à dignidade.
E nós?.... passíveis e serenos esperando melhores dias e acreditando que realmente somos o culpados de tudo isto.
Vemos o mundo desmembrar-se: guerras, atrocidades indignas de qualquer ser vivo, e a Europa a delapidar todos os países fragilizados e acima de tudo as gentes.
E apesar de haver alternativas, inclusive com provas prestadas (Islandia), mantemo-nos na cegueira de não mexermos “uma palha” até que efetivamente não reste nem a esperança!
Dói, dói, dói… e o grito que silencia dentro de mim vai-me matando aos poucos.
A resignação não é senão o momento de espera… “de uma morte anunciada”!