quarta-feira, 26 de setembro de 2012

EM REMODELAÇÃO

 
Caros leitores,
companheiros de percurso, peço-vos desculpa, mas durante umas 2 a 3 semanas não "postarei" nada. Preparo algumas mudanças que, espero, valorizem este espaço.
Certa da vossa infindável compreensão, desejo-vos muita luz e até breve!
bem hajam!
Maga
 
 
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Beleza...


A importância da beleza na sociedade atual é deprimente.
Porquê? Porque como se diz sendo uma sociedade em que somos todos diferentes nos seja imposto o sermos todos iguais. Que cada um de nós se transforme, que há individualidade se imponha a igualdade no pior dos sentidos, ou seja, que nunca nos aceitemos como somos, mas que queiramos ser como os outros acham que devemos ser.
Que a beleza seja algo instituído.
Tendências sempre houve ao longo dos séculos e de alguma forma marcaram sempre as pessoas. No entanto era suposto alo longo dos tempos essas diferenças se diluírem o que veio a acontecer de alguma forma até aos dias de hoje.
Mas hoje, mais que nunca, somos escravos da imagem, de marcas, da publicidade e marketing.
Quando ouvimos, e eu vou usar como chalaça, que “as mulheres gostam de homens de farda” a mim parece que seria a solução para muitas más situações. Se usássemos farda independentemente do trabalho (obviamente com exceções) e tivéssemos ao nosso dispor um tipo único de roupa, com certeza as nossas preocupações, os nossos interesses, os nossos pensamentos, seriam desviados para algo muito mais importante como, nós e os outros em “pé de igualdade”.
Desengane-se quem pensar que eu não sou como os comuns mortais “vítima” da moda, da vaidade e do consumo imediato. Felizmente começo a ficar cansada de tanta dependência e de procurar ser igual a todo o mundo, quando eu sou efetivamente diferente e atípica e tenho tido dificuldade em me aceitar como tal na mesma proporção em que tenho tido dificuldade em me tornar igual.
Este desejo de encaixarmos em estereótipos leva-nos por vezes a tomar medidas desesperadas, a incorrermos em caminhos perigosos muitas vezes minando a nossa saúde física e mental.
Como fugirmos deste ciclo e desta “prisão social”?
Hoje quando nos impõem determinado “look” para respondermos a empregos, até nos impõem o caráter e personalidade. Sites em quantidade q.b. que nos “educam” como fazer e estar para respondermos a este ou àquele tipo de emprego; revistas e não só, que nos dizem que tipo de homem ou mulher estão em voga; que tipo de vida, desporto, restaurantes, locais etc, devemos frequentar para estamos “in” e não “out”. Como manter a nossa individualidade, a nossa originalidade e o nosso carisma?
Não é fácil mas não é impossível. Acima de tudo temos que parar, olhar para nós e, começarmos a gostar do que vemos. Aceitar o que temos, melhorar-nos como pessoas e sentirmo-nos bem na nossa “pele”. Acima de tudo aceitarmos a diferença como uma mais-valia do ser humano.
Procurarmos a beleza das pessoas e não a beleza nas pessoas!

sábado, 8 de setembro de 2012

Escrevo porque...


Ainda e a propósito do último post, posso dizer, que momentos há, em que me sinto feliz só pelo facto de poder escrever. Momentos há, também, em que sinto verdadeiro prazer por o fazer. No entanto nem sempre escrevo por esses motivos. Escrevo, porque preciso de verbalizar de forma comedida, pensada, o que me assalta como receio, ansiedade, dúvida, paixão… enfim, que possa transmitir, partilhar e comunicar sem mostrar totalmente o meu lado mais selvagem e impulsivo. Não quero com isto dizer que não escreva de forma apaixonada, impulsiva e até selvagem, mas ao contrário da palavra oral, posso parar, ler, reler e… modificar, corrigir…
Posso controlar o descontrolo em mim!
Posso criar o mundo que eu entender, dar vida, alma, às personagens que eu inventar. Posso inclusive viver nesse mundo sempre que o crio. São momentos de felicidade.
Posso e vou para a realidade sempre que me encontro num cruzamento imaginativo.
Páro, escuto, olho e volto. Volto de novo para esse mundo que estou a criar com novas ideias, com subtilezas adquiridas e emoções para oferecer.
Sou uma “imitadora” de Deus!
Procuro naquilo que escrevo criar caminhos que me ajudem a chegar ao meu destino… porque posso sempre voltar atrás e tentar não fazer os mesmos erros… posso ler a minha história exatamente como a vivi no momento e, fazer dela a minha bíblia para o futuro. Posso fazer aquilo que os homens não fazem: ter em conta a história para que ela não se repita nos erros…

Extravaso a dor, a alegria, as lágrimas, o riso, a frustração, o sucesso, enfim dou de mim nas palavras e às palavras escritas. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Felicidade


Felicidade.
Explicar o que é a felicidade, para mim, foi o desafio que me lançaram.
Eu não creio entender bem o conceito de felicidade. Quando o pesquisei percebi que nos remete para sinónimos ou palavras da mesma família. Mas se quiser dizer simplesmente: estar bem, creio que é como tudo: um momento.
Para mim, felicidade são momentos na vida em que na maior parte das vezes só consigo ver o lado positivo das coisas e encontrar razões para sorrir, rir e divertir-me. Quando penso mais profundamente nisso acho que foram sempre momentos em que me distanciei de alguma forma da realidade do dia-a-dia. Que me esqueci, por momentos, das contas, dos problemas dos filhos, do trabalho em suma daquilo que parece ser minha responsabilidade. Provavelmente, e isto ocorre-me há medida que vou pensando sobre este assunto, foram momentos em que pensei mais em mim. Não sei se isto significará que para eu ser feliz terei que ser egoísta, mas a verdade é que na maior parte das vezes em que não estou nesse momento, é frequente dizerem-me “tens que pensar mais em ti; fazeres mais aquilo que gostas; sair divertir-te, estar com outras pessoas”…
Eu acho que para ter momentos de felicidade preciso de estar ocupada com algo que me prenda a atenção, o pensamento, o corpo. Pode ser de mim, pode ser dos outros, conquanto e acima de tudo não tenha tempo para pensar, analisar, questionar e debater-me com as coisas do dia-a-dia.
E sim o dinheiro pode ajudar sem dúvida, mas também a saúde, os amigos, a família, o trabalho, a sociedade, o país…e eu! É muita coisa da qual pode depender a felicidade. Talvez por isso, sejam apenas momentos.
Momentos que podem ser mais longos mais curtos, mas momentos. Aliás é disso que a vida é feita. É preciso aprender a lidar com esses momentos os melhores e piores, e não nos extasiarmos com os bons para que depois os maus não nos pareçam tão maus.
Alguém me disse há muito pouco tempo, que precisava de encontrar a felicidade dentro dela, que não queria que a felicidade dependesse dos outros. Achei isso fabuloso! Questiono-me no entanto e sem querer ser cínica, como é que se chega aí, sem virarmos autistas ao mundo que nos rodeia, às responsabilidades que fomos acumulando, aos hábitos que fomos adquirindo, mas acima de tudo ainda mais difícil é como conseguir isso presentemente e no contexto de uma vida, supostamente, normal ou vulgar.
Provavelmente a felicidade é um conceito que existe em nós. Cada um de nós utiliza-o como achar melhor.
Neste momento felicidade para mim é um conceito vazio como qualquer outro, ou apenas um momento que ainda não chegou…