terça-feira, 31 de julho de 2012

Legal vs Moral


Legal e moral!
Dois termos que frequentemente ouvimos e utilizamos, mas, que quererão dizer? Um implicará o outro? Ou pelo contrário, onde existe um não existe o outro? Ou poderão coexistir mas nem sempre…?
Depois de muito pesquisar percebi como era um assunto deveras complexo. Pese embora a árdua tarefa em que me vi envolvida, decidi que desistir não era o caminho.
Então cheguei a uma conclusão: Legal, lei, direito, justiça e até verdade eram termos que não levavam a lado nenhum pois sempre que o tentava deslindar mais emaranhado se tornava o seu significado, redundante e circular.
Vejamos: legal - que está consoante a lei; lei - preceito ou regra estabelecida por direito; direito - o que pode ser exigido em conformidade com as leis ou a justiça; justiça - Conformidade com o direito; verdade - Coisa certa e verdadeira.
Ou seja, qualquer significado leva de um para o outro que por sua vez nos levam aos que promovem as leis que numa sociedade moderna, democrática seriamos todos nós o povo, representado pelos nossos eleitos. Pois!
Moral - Conjunto dos princípios e valores morais de conduta do homem; Que procede com justiça = correto, decente, honesto, íntegro, justo, probo.
Aqui deparamo-nos com termos que nos fariam continuar a andar numa montanha russa, completamente intrincada e arriscar-me-ia a fazer uma pseudo dissertação filosófica. Não é essa a minha ideia.
Foi aí que percebi que efetivamente estas questões são todas elas peças de uma feira de diversão. Com carrosséis, montanhas russas, algodão doce, farturas e claro, carrinhos de choque.    
Não passam de engodos com os quais nos enganam, manipulam, iludem, ludibriam, obrigam. Neste mundo onde a riqueza está tão mal distribuída, onde uns têm tanto e outros nada (e não me venham dizer que os que têm muito é porque trabalharam para o ter e os que nada têm nada fizeram), onde uns têm direito à vida e outros não…onde ficam estes supostos valores da justiça, moral, legal, verdade, direito?
E a propósito da questão do Sr. Relvas: é legal (parece) mas é moral? É um direito de um ou de todos? É justo? É um direito?
E tudo o resto? Não falo de Portugal, falo do mundo!
Parece-me que vamos continuar na feira de diversões com a “pequena” diferença que não tem piada nenhuma e a diversão é só para aqueles que ficam do lado de fora a… “observar”!
Não é fácil  isto do legal e moral!



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cordão umbilical


Nada nos prepara para a vida!

Ou pelo menos o conceito que eu tinha do que poderia ser, não é.

Eu sei que fui lenta e continuo a sê-lo no que respeita às lições que vou retirando dos tropeções nas surpresas, armadilhas, ratoeiras da vida.

A luta que travo diariamente entre aquilo que me foi ensinado, transmitido e partilhado como valores, responsabilidade, caráter e até personalidade e, aquilo que me vai sendo injetado, incutido, induzido, manipulado, por essa coisa da informação global, dos média, da publicidade, da Aldeia Global, é avassaladora!

Perante o cansaço de luta inglória, do esforço de manter a minha dignidade como ser igual mas diferente, eis que mais uma derrocada se abate sobre mim, deixando-me completamente inerte, ferida, impotente…

A maternidade foi e é sem dúvida o maior desafio como qual me tenho debatido desde a minha primeira gravidez até ao momento presente. É o mais fantástico e o mais frustrante. Consegue criar picos de bom e mau tão grande e tão opostos que se torna impossível mantermos a sanidade na constante montanha russa emocional na qual somos envolvidos a maior parte da nossa vida.

Felizmente (espero) a maior parte dos pais não partilhará deste meu desequilíbrio em relação à maternidade/paternidade.

Mas só posso falar por mim. É então que pergunto neste percurso que tenho feito, que tenho através dos factos, acima de tudo, procurado mostrar que devemos ser honestos, transparentes, trabalhadores, amigos, generosos, humildes q.b., etc. a uma dada altura tudo isso se transforma em: mãe, acomodada, sem ambição, triste, depressiva…

E para contrariar essa herança “genética” a tua filha transforma-se numa jovem com um sentido exacerbado e pouco realista de ambição, querendo mostrar a todo o custo que não cede perante “heranças genéticas” e vê-se assim alvo fácil de seres execráveis que abundam, sempre à espreita da fragilidade, imaturidade, insegurança, lirismo e ambição.

Quando se deu essa mudança? Desses seres que amamos até à exaustão, que gostamos deles de qualquer forma, cada milímetro deles, que temos presente, SEMPRE, o cheiro de bebé, o olhar de amor e segurança com que nos brindavam… Quando passamos a ser o inimigo número 1 e como lutamos contra o poder que é exercido neles na “Aldeia Global”? 
Saudades...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Vazio de nada


Não sei o que fazer. Eu sei que é mais um dia atrás do outro, mas sem nada a acontecer. Uma imensa e dolorosa tristeza que não desaparece. Nem escrever me apetece… a minha única forma de expulsar os fantasmas que me assombram.
É um vazio cheio de nada!
Não sei o que fazer. Um dia atrás do outro, mas sem nada acontecer.
Fora de mim tudo acontece. Coisas boas, coisas más… coisas graves e muito graves. Eu na pequenez da minha existência, vivo sufocada pela auto comiseração e mesquinhez de caráter e já não sei lidar com nada.
Fecho-me a cada minuto à contradição da pequenez da minha existência e à grandeza do universo.
 
Sinto-me só numa pequena ilha por mim criada. Já não sei fugir dela, mas também já não tenho vontade…
Fecho os olhos e já não sonho.
Não sei o que fazer. Um dia atrás do outro, mas sem nada acontecer.
Já não consigo respirar…