terça-feira, 30 de agosto de 2011

Losing myself

I lost myself
I lose the fight
The fight of changing
Changing me,
Changing the way I act
Concerning the way I think
I lost the battle of renewing
I lost the war against
My fears,
My selfishness
I lost the war
For the darkness
The sadness…
I lost myself
M.S

domingo, 14 de agosto de 2011

fim








sábado, 6 de agosto de 2011

Angústia

 

Esta angústia que me rasga a alma

Me enche de uma sensação de vazio

Esta angústia que cresce a cada segundo que respiro

Me ofusca com a escuridão

Esta angústia que me sufoca

Me impede de continuar

Esta angústia inexplicável

Que invade todos os espaços que eu piso

Esta angústia que me prende numa espiral de medo

Que me limita, me paralisa

Esta angústia que não sei donde surgiu

Se imiscui em todo o meu ser

Que respira nas minhas entranhas

Que se alimenta da minha fragilidade

Da minha incapacidade de lutar

Esta angústia que existe sem eu querer

E penetra no meu coração
 e o compele a bater tresloucadamente

Esta angústia… como libertar-me?

Someone like you

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pássaro

Há momentos em que gostava de ser um pássaro.
Não faz muito tempo, encontrei um ninho numa árvore no jardim do meu prédio. Estava tão perto da varanda da minha casa que pude acompanhar o desenrolar do que se passava com esses meus novos e sui generis vizinhos.
Depois de ter posto dois ovos, azuis, só um chocou e dele nasceu um passarinho. Não sei que tipo de pássaro porque não percebo nada disso. Engraçado era ver a forma carinhosa e dedicada com que a fêmea cuidava do bebé. De vez em quando vinha um outro pássaro, que na minha realidade e na minha ignorância, seria o macho, parava na ponta do ninho como que a falar qualquer coisa e depois la levantava voo de novo. Quando a mãe se começou a ausentar com mais frequência e mais demora, pude ver melhor a cria. Esta metia-se dentro do ninho, confundindo-se com o mesmo, como que resguardada de qualquer predador. Há medida que ia crescendo assemelhando-se cada vez mais com a progenitora.
Depois de algum tempo deixei de ver qualquer pássaro. Sempre que eu ia à varanda não via nenhum, apenas o ovo azul que foi chocado. Com o decorrer do tempo, percebi que os pássaros abandonaram o ninho deixando apenas o pequenino ovo azul e o ninho que começou a secar.
Interessante como a natureza funciona tão bem. Depois de a cria encontrar a sua autonomia, cada um foi à sua vida. Sem culpas, sem mágoas, nem dramas… simplesmente.
Há momentos  em que gostava de ser um pássaro.
Poder voar e pousar em qualquer lugar. Observar e voar. Livre, livre!

Jars of hearts